Princípio ativo é uma substância química, ou constituinte estruturado em pequenas moléculas químicas naturais, existente na planta medicinal que pode trazer benefícios para a saúde através do consumo do respectivo chá.

Os princípios ativos não se distribuem na mesma quantidade e concentração em diferentes partes de uma mesma planta. A distribuição é desigual. Há casos em que os princípios ativos estão em todas as partes da planta, sejam folhas, talos, flores, etc. e há casos em que estão somente numa parte como a raiz, por exemplo.

O benefício esperado para a saúde pelo consumo de determinado chá é previsto pela consequente atuação de um ou mais princípios ativos existentes na parte da planta a ser utilizada. É por isso que uma receita de chá recomenda utilizar as folhas, em outra são recomendadas as flores, em outra somente a raiz ou o rizoma, de acordo com cada tipo de planta.

Na elaboração de um chá, de planta medicinal, o princípio ativo é extraído da parte da planta utilizada, através da fervura da água.

Os chás de plantas medicinais normalmente são feitos utilizando-se água fervente, pois assim sendo, acelera-se a extração dos princípios ativos pela ação da água quente.

No caso da parte da planta ser cozida junto com a água (decocção) por pouco ou por bastante tempo, conforme cada tipo de chá, recomenda-se manter fogo baixo com a água em ponto de fervura, situação em que os princípios ativos são extraídos corretamente.

No caso de infusão, basta derramar a água fervente sobre as partes da planta, previamente colocadas numa vasilha adequada, porque a temperatura elevada da água daquele momento facilita a extração dos princípios ativos. O procedimento pode ser ao contrário, ou seja, colocar e misturar as partes da planta com a água já fervente e disponível numa vasilha adequada. Entenda-se aqui por vasilha adequada aquela que de preferência não seja de metal.

No caso de maceração, quando a planta fica “de molho” em água fria por longo tempo, em temperatura do ambiente, a extração dos princípios ativos ocorre de forma lenta, ocasionando uma espera de muitas horas com o emprego dessa prática.

Muitos princípios ativos de plantas medicinais são também utilizados na fabricação de medicamentos. Quando se lê 20mg, 50mg ou 850mg, por exemplo, na embalagem de um remédio adquirido na farmácia, significa que essa é a dosagem do princípio ativo adotada para cada comprimido a ser consumido. O nome do medicamento genérico que aparece na respectiva embalagem é o mesmo nome do princípio ativo na medicina tradicional. Exemplos: Atorvastatina, Atenolol, Cloridrato de Metformina e muitos outros. Para se ter ideia da importância da utilização de princípios ativos em novos remédios, mais de 70% dos registros de novas moléculas curativas contra o câncer se baseiam em origens naturais, inclusive plantas medicinais.

Ao contrário dos remédios tradicionais (alopáticos) cuja dosagem é medida com precisão científica em miligrama (mg), no caso de chás caseiros  as receitas recomendam quantificar em gramas (g) os componentes da planta, (folhas, flores, etc.), frescos ou secos, porque é difícil quantificar o princípio ativo no estado natural. Dessa forma a recomendação pode ser de utilizar 20g de folhas em um litro de água, por exemplo, ou 3 colheres (tipo sopa) de folhas picadas, ou 2g de raiz em pó dependendo do tipo de planta. A dosagem caseira não é baseada diretamente do princípio ativo, porque a planta pode ter muitos princípios diferentes, mas da parte da planta que tem certa concentração do princípio ativo desejado.

O efeito curativo de uma planta pode ser resultante da ação de um ou vários princípios ativos ao mesmo tempo, através do chá.

O chá caseiro tem a vantagem de agregar vários benefícios concomitantes. Por exemplo, no caso do chá de Alecrim , que apresenta mais de duas dezenas de benefícios para a saúde, inclusive para estresse, cólicas, diabetes, fígado, controle de pressão, melhoria de memória, tosse, etc.,  é um dos poucos chás que fornece também um bom alívio para quem tem hemorroidas. O Alecrim reúne vários tipos de princípios ativos, tais como Saponinas, flavonoides, nicotinamida, colina, pectina, taninos e outros.

É preciso lembrar que nem tudo é maravilha no consumo de chás. Muitas plantas medicinais têm altos índices de toxicidade, ou seja, são venenosas, exigindo cuidados  e boas informações à respeito, seja na identificação correta da planta, seja no conhecimento da parte a ser utilizada, dosagem e na verificação das possíveis restrições pessoais ao respectivo consumo , seja buscando orientação médica sempre que necessário.

No mundo todo existem mais de 350.000 espécies de plantas em geral, incluídas nessa estimativa as plantas medicinais para chás. Muito pouco desse universo vegetal foi analisado cientificamente até o momento, havendo perspectivas de se descobrirem ainda muitos novos benefícios à saúde humana.

A Quimiotaxonomia é a ciência da classificação das plantas, levando-se em conta os seus constituintes químicos. A Fitoquímica é a área responsável pelas análises científicas de drogas desenvolvidas a partir dos vegetais.

 

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